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Inflamação Peniana Uma Ardência Incômoda

Publicado em 25/10/2009 às 19:52:46.

Fonte: Boa saude.

A inflamação peniana pode responder a diversas causas. Ainda que os diferentes esquemas terapêuticos possam ser bastante simples, é fundamental que um urologista ou um dermatologista faça o diagnóstico diferencial e indique o tratamento adequado.

Embora as inflamações constituem a causa mais freqüente de consultas médicas relacionadas com as inflamações penianas, existem muitas outras doenças que também levam o homem ao consultório do urologista ou do dermatologista. Doenças como a dermatite seborréica, o lupus ou psoríase, distintos tipos de úlceras genitais como o herpes simples ou a sífilis primária, uretrite, etc.; a lista de doenças que manifestam-se através da inflamação do pênis é extremamente ampla, e o mesmo pode-se dizer dos seus tratamentos.

Para chegar a um diagnóstico diferencial que indique qual é a afecção que está causando a inflamação peniana, é necessário distingüir entre as diferentes formas que podem manifestar-se na pele tal inflamação.

O Dr. José Maria Ocampo, urologista do Serviço de Urologia do Hospital Garrahan, enumerou as distintas formas que pode adquirir a lesão dermatológica peniana:

- Mancha: lesão plana com menos de meio centímetro.

- “Patch”: lesão plana com mais de meio centímetro.

- Placa: lesão palpável em relevo, com mais de meio centímetro.

- Vesícula: lesão que contém líquido, com menos de meio centrímetro.

- Pústula: vesícula com líquido purulento em seu interior.

- Ampola: lesão com líquido em seu interior, com mais de meio centímetro.

- Erosão: lesão na qual falta a superfície da epiderme.

- Úlcera: lesão na qual há perda de epiderme e derme.

- Urticária: edema cutâneo acompanhado de uma lesão circunscrita evanescente.

- Escara: esfoliação da superfície cutânea.

- Crosta: escara seca.

Segundo o Dr. Ocampo, muitas vezes a experiência do médico ao examinar a lesão, junto com a história clínica e os antecedentes do paciente são suficientes para chegar a um diagnóstico correto. “Nos casos em que estes não são suficientes, é possível recorrer a diferentes testes cutâneos”, completa o Dr. Juan Carlos Lopez, que também atua no Serviço de Urologia do Hospital Garrahan.

Um leque de causas

Que doenças podem ocasionar inflamações no pênis? “Em primeiro lugar, existem muitas afecções que ocasionam lesões dermatológicas em diferentes partes do corpo e que também afetam o pênis - responde o Dr. Ocampo- psoríase, dermatite seborréica, sífilis secundária, ptiríase rosada, lupus, doença de Bowen, doença de Paget extramamária, infecções dermatológicas bacterianas, virais ou micóticas (causadas por fungos)”.

“Um grupo muito particular de lesões inflamatórias penianas são as úlceras genitais, tanto por suas características clínicas como por seu aspecto contagioso”, afirma o Dr. Lopez. O herpes simples e a sífilis primária, o cancroide e o granuloma formam parte do grupo de doenças de transmissão sexual (DST), ainda que algumas delas admitem outras vias de contágio.

“É importante saber que uma lesão ulcerosa no pênis não significa necessariamente estar com sífilis, pode corresponder a outra afecção – diz o Dr. Lopez. O que justifica diferenciá-las, é o fato de que requerem distintos tratamentos. Ainda que, geralmente recorre-se as mesmas drogas, a sífilis pode ser tratar com apenas uma dose, enquanto as outras causas de úlceras penianas podem precisar de tratamentos mais prolongados”.

As infecções que afetam a uretra, como por exemplo a gonorréia, também são causas comuns de inflamações penianas. Para um correto tratamento é necessário agrupar as uretrites em gonocócicas e não gonocócicas. Como fazê-lo? O sintoma caracterísrico que permite realizar esta distinção é a secreção purulenta, que acompanha o primeiro tipo e que costuma estar ausente no segundo.

Outra causa muito freqüente de inflamações penianas são certos medicamentos. “A administração por via parenteral (principalmente, ainda que às vezes também por via oral) de barbitúricos, medicação hormonal, fenobarbital, tetraciclinas, salicilatos e antiinflamatórios não esteróides, são uma causa comum de erupções penianas”, afirmam os especialistas. Estas últimas costumam adotar a forma de erupções solitárias, placas e, em algumas vezes, erosões.

O valor de tratamento adequado

“É importante que as pessoas que sofrem de uma inflamação peniana consultem o médico dermatologista ou o urolologista, pois se não o fizerem, podem tornar-se agentes de contágio – afirma o Dr. Lopez.

Além disto, é importante que o tratamento a seguir seja indicado por um médico, porque a utilização inadequada ou errônea da medicação antibiótica é a origem da aparição de microorganismos resistentes”.

Existem tratamentos sistêmicos (antibióticos, antifúngicos e antipruriginosos) e tratamentos locais com cremes (antiinflamatórios). “É importante evitar a utilização prolongada de agentes esteróideos (corticóides), pois podem ocasionar uma atrofia da pele, especialmente a pele fina como a da glande”, sublinha o Dr. Ocampo. Para evitar estes efeitos adversos, a administração de corticóides não deve exceder a duas semanas.

No caso em que a inflamação peniana é causada por algum medicamento, sempre que seja possível, deve-se suprimir sua administração e substituí-la por outro esquema terapêutico que não cause estes efeitos colaterais.

Um parágrafo sobre os meninos

A balanopostose, uma causa de inflamação peniana que afeta os meninos com bastante freqüência, merece um parágrafo à parte. “A balanopostose é o nome de uma série de infecções que costumam afetar os meninos que sofrem de fimose – começa dizendo o Dr. Lopez.

Esta última consiste na incapacidade de retrair o prepúcio, gerando uma cavidade fechada entre o prepúcio e a glande, onde acumula-se urina e ocorre a descamação da pele. O resultado, é a formação de um meio de cultura perfeito para as bactérias que produzem processos inflamatórios”.

Em relação ao tratamento da balanopostose, ainda que a inflamação ceda com a implementação de tratamentos locais, esta deve ser resolvida seja por método cirúrgico ou exercícios que permitam exteriorizar a glande.

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