A CocaÃna e o Aumento do Risco de Infarto do Miocárdio
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Nos últimos anos, o índice de infarto do miocárdio em jovens vem aumentando. Mas porque isso está ocorrendo? “Antigamente pessoas acima de 60 anos eram as que mais sofriam do problema. Hoje, homens acima dos 50 anos já apresentam o problema, se não houver histórico familiar agressivo. Já as mulheres ficam mais vulneráveis após a menopausa devido à falta de proteção hormonal”, alerta Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista.
Os jovens com histórico na família devem começar a prevenção desde cedo por conta da tendência em desenvolver a doença. Segundo Dr. Pastore, a alta incidência entre os mais jovens é reflexo do uso de drogas ou porque “o filme está passando mais depressa”, isto é, a vida está muito mais competitiva, o estresse é enorme, sedentarismo, fumo, alimentação irregular e, principalmente, a vida emocional. São muitos os fatores que contribuem para desencadear a doença, mas a melhor a saída ainda é a prevenção.
Um dos fatores que deve ser considerado é o estado emocional. “Quando se fala em infarto, a preocupação imediata recai sobre a hipertensão, os níveis elevados de colesterol, os malefícios do fumo. Muitos se esquecem dos efeitos negativos dos fatores emocionais sobre os males do coração”, explica o médico. Esse tema tem sido abordado com destaque entre os profissionais, pois verificou-se que estados depressivos antecediam os infartos, sugerindo que, se a pessoa baixar a guarda, a probabilidade de um problema como este aumenta. Por isso, a depressão passou a ser vista como fator de risco tão importante quanto o colesterol, a pressão alta ou o cigarro.
Hoje, ninguém mais contesta a importância de estar atento ao lado emocional dos pacientes, antes e depois do infarto, porque a depressão custa a desaparecer. Indivíduos que tiveram um infarto ou foram revascularizados necessitam de suporte psicoterápico e familiar, pois costumam evoluir melhor do que aqueles que não recebem cuidados e carinho das pessoas que os cercam.
A prevenção é sempre uma boa saída. Por isso, pratique bons hábitos, procure ter uma dieta adequada, invista em exercícios físicos, abandone o fumo, consuma bebidas alcoólicas com moderação e, principalmente, cuide da vida emocional.
Consultoria:
Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor e autor do livro “Dicas de Saúde”.
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